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Índice do Artigo
Tempestades com descargas elétricas são comuns em várias regiões do Brasil e costumam levantar a mesma dúvida prática: o que realmente precisa ser desligado para evitar danos em casa. Em Raio e tempestade, o risco não está apenas no impacto direto, mas nas oscilações e surtos que percorrem a rede elétrica.
Quando a chuva vem acompanhada de trovões, pequenas decisões feitas em minutos podem reduzir perdas e transtornos. Entender o caminho da eletricidade ajuda a agir com calma, sem exageros ou alarmismo.
Este conteúdo explica o que desligar, o que pode permanecer ligado em certos contextos e quando a orientação profissional é necessária. O foco é segurança elétrica real, aplicada ao dia a dia brasileiro.
Resumo em 60 segundos
- Descargas próximas geram picos de tensão que viajam pela rede elétrica.
- Aparelhos conectados à tomada são os mais vulneráveis durante a tempestade.
- Desligar da tomada é mais eficaz do que apenas usar o controle remoto.
- Cabos de antena e internet também conduzem surtos elétricos.
- Filtros de linha comuns não substituem desligamento em eventos severos.
- Geladeiras e freezers exigem decisão contextual, não automática.
- Após a chuva, aguarde alguns minutos antes de religar tudo.
Como o raio afeta a rede elétrica na prática

O raio não precisa atingir sua casa para causar danos. Quando ele cai na rede pública ou em áreas próximas, gera um surto de energia que percorre cabos e aterramentos.
Esses picos duram milésimos de segundo, mas são suficientes para ultrapassar a tolerância de fontes, placas e componentes eletrônicos. O resultado pode ser desde falha imediata até desgaste silencioso.
Em bairros com fiação aérea, comuns no Brasil, o efeito tende a ser mais intenso. Já em redes subterrâneas, o risco existe, mas costuma ser menor.
Raio e tempestade: o que desligar primeiro
A prioridade é tudo o que possui eletrônica sensível e valor elevado. Isso inclui televisores, computadores, notebooks, consoles, modems e roteadores.
O ponto crítico não é apenas a tomada de energia. Cabos de antena, TV a cabo e internet também conduzem surtos, mesmo sem energia elétrica ativa.
Na prática, o mais seguro é desconectar o equipamento da tomada e retirar cabos externos. Um exemplo comum é a TV desligada, mas ainda conectada à antena, que acaba danificada.
Por que desligar da tomada é diferente de desligar no botão
Quando o aparelho é desligado apenas no botão ou controle, ele continua conectado fisicamente à rede elétrica. O surto entra pelo cabo e atinge os componentes internos.
Desligar da tomada cria uma interrupção física do caminho da energia. Isso reduz drasticamente a chance de dano durante picos intensos.
Em eventos leves, o filtro de linha pode ajudar. Em tempestades com muitos trovões, o desligamento físico ainda é a medida mais confiável.
Eletrodomésticos grandes: desligar ou não?
Geladeiras, freezers e máquinas de lavar geram dúvidas porque não são simples de desligar. Eles possuem motores mais robustos, mas também placas eletrônicas.
Se a tempestade for intensa e prolongada, o ideal é desligar da tomada, desde que não haja risco de perda de alimentos. Em chuvas rápidas, muitas pessoas optam por manter ligados.
Essa decisão varia conforme hábitos, região e frequência de quedas de energia. Não existe regra única válida para todos os lares.
Filtros de linha e estabilizadores: até onde ajudam
Filtros de linha de boa qualidade ajudam a reduzir pequenos surtos e ruídos da rede. Eles são úteis no uso diário, fora de tempestades severas.
Durante descargas intensas, porém, esses dispositivos podem não suportar a energia envolvida. Alguns se sacrificam, outros deixam passar parte do pico.
Por isso, confiar apenas neles em tempestades fortes pode gerar falsa sensação de segurança.
Internet, roteador e cabos externos
Modems e roteadores estão entre os equipamentos mais afetados. O surto pode entrar tanto pela energia quanto pelo cabo de dados.
Desconectar o cabo de energia e o cabo de internet é a forma mais eficaz de proteção. Em áreas com internet via cabo metálico, esse cuidado é ainda mais relevante.
Após a tempestade, aguarde a estabilização da rede antes de religar para evitar falhas na inicialização.
Passo a passo prático antes da tempestade
Ao perceber trovões frequentes, identifique rapidamente os aparelhos prioritários. Comece pelos eletrônicos mais sensíveis e de uso diário.
Desligue da tomada, retire cabos externos e organize para religar depois com calma. Evite manusear tomadas com mãos molhadas.
Se a tempestade já começou, não é recomendado mexer em quadros de energia ou instalações expostas.
Erros comuns que aumentam o risco
Um erro frequente é deixar tudo conectado por “preguiça” ou pressa. Outro é confiar apenas em réguas baratas de energia.
Também é comum esquecer cabos de antena, especialmente em TVs que ficam desligadas por longos períodos.
Esses descuidos não garantem dano imediato, mas elevam bastante a probabilidade de prejuízo ao longo do tempo.
Quando chamar um profissional qualificado
Se sua casa sofre quedas frequentes de equipamentos após tempestades, vale investigar aterramento e proteção contra surtos.
Eletricistas qualificados podem avaliar o quadro de energia e indicar soluções compatíveis com normas técnicas. Isso é especialmente importante em casas antigas.
Fonte: gov.br — qualidade da energia
Prevenção e manutenção ao longo do ano
A proteção não se resume ao momento da chuva. Manter aterramento adequado e instalações revisadas reduz riscos em qualquer época.
Regiões com alta incidência de descargas, como áreas tropicais, se beneficiam ainda mais de revisões periódicas.
Fonte: gov.br — descargas atmosféricas
Variações por contexto: casa, apartamento e região

Casas térreas com telhado metálico exigem atenção especial ao aterramento. Já apartamentos costumam ter proteção coletiva no prédio.
Em áreas rurais ou litorâneas, a exposição tende a ser maior. Em centros urbanos densos, a rede pode dissipar parte dos surtos.
A melhor prática é adaptar as orientações à realidade local, observando histórico de quedas e danos.
Checklist prático
- Identificar eletrônicos mais sensíveis da casa.
- Desligar televisores da tomada em chuvas fortes.
- Retirar cabos de antena e TV a cabo.
- Desconectar modem e roteador.
- Evitar manusear tomadas com piso molhado.
- Decidir previamente sobre geladeira e freezer.
- Não confiar apenas em filtros simples.
- Aguardar alguns minutos após a chuva para religar.
- Observar histórico de danos na residência.
- Agendar revisão elétrica se houver recorrência.
Conclusão
Proteger aparelhos durante tempestades envolve entender riscos reais e agir com bom senso. Pequenas atitudes reduzem prejuízos sem complicar a rotina.
Cada residência tem características próprias, e adaptar as orientações é parte do processo. Segurança elétrica é prevenção contínua, não ação isolada.
Na sua casa, quais equipamentos já sofreram com tempestades? Você costuma desligar tudo ou apenas alguns aparelhos?
Perguntas Frequentes
Devo desligar tudo sempre que chover?
Não. Chuvas comuns sem trovões raramente geram surtos perigosos. O foco deve ser tempestades com descargas elétricas próximas.
Filtros de linha caros resolvem o problema?
Ajudam no dia a dia, mas não substituem o desligamento físico em eventos intensos. Eles reduzem, mas não eliminam o risco.
Geladeira estraga fácil com raio?
Ela é mais resistente, mas possui placa eletrônica. O risco existe e depende da intensidade do surto e da instalação.
Internet por fibra óptica é mais segura?
A fibra não conduz eletricidade, mas o modem ainda está ligado à energia. O cuidado com a tomada continua necessário.
Posso desligar o disjuntor geral?
Sim, se for seguro e acessível antes da tempestade. Durante a chuva, não é recomendado mexer no quadro.
Depois da tempestade posso ligar tudo de uma vez?
O ideal é aguardar alguns minutos para a rede estabilizar e religar gradualmente os aparelhos principais.
Referências úteis
Instituto Nacional de Meteorologia — informações sobre raios: gov.br — raios
Agência Nacional de Energia Elétrica — qualidade do fornecimento: gov.br — ANEEL
Associação Brasileira de Normas Técnicas — normas elétricas: abnt.org.br — normas
